PIB cresceu: economia brasileira se recupera e sobe 4,6%

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De acordo com dados do IBGE, a economia brasileira se recuperou em 2021 e o PIB cresceu. O Produto Interno Bruto teve alta de 4,6% no ano passado. Em 2020, aa atividade econômica brasileira havia recuado 3,9%, sendo que o PIB chegou a recuar 4,1%, na pior recessão em cenário nacional em 30 anos.

PIB cresceu: entenda se é uma boa notícia

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Imagem: IBGE

Apesar do cenário ser mais positivo em relação ao ano de 2020, ainda é preciso ter cautela. De acordo com o Banco Central, em 2022 a economia brasileira deve perder forças, já que o cenário ainda é de inflação, alta nos juros e muitas incertezas econômicas.

A guerra da Ucrânia é um dos fatores responsáveis por causar incertezas. Essa instabilidade já causou aumentos em diversas bolsas ao redor do mundo. Contudo, no momento a principal preocupação é o aumento do barril de petróleo. Esse aumento já aumentou o preço do gás, da gasolina e pode aumentar o valor de outros derivados.

A Rússia, além de ser um dos principais países exportadores de petróleo, também exporta alimentos importantes, como o milho e o trigo. A Rússia já sofreu diversas sanções que afetam o cenário global. Um possível isolamento da Rússia do bloco financeiro tende a afetar a economia num geral. Especialmente para os países que fazem transações com o país. O cenário é de extrema incerteza.

Nível de renda da população encolheu

O PIB per capita, ou seja, o PIB que divide a produção de bens e serviços por cada pessoa, aumentou 3,9% em relação ao ano de 2020. Mas segue baixo quando temos como base o nível pré-pandemia.

Hoje, o Brasil registra um crescimento populacional maior do que o nível de crescimento econômico. Em outras palavras, isso significa que a renda da população encolheu, pois o valor passou a ser dividido entre mais pessoas. É como se a economia brasileira precisasse colocar mais água no feijão, para ser distribuída entre mais pessoas. Isso significa que, apesar do crescimento do PIB, a população está mais pobre.

Setores que tiveram alta

Apesar do cenário ser de alerta para boa parte da população, alguns setores tiveram mais alta do que outros. De acordo com a matéria do O Globo, os setores que se destacaram foram o do agronegócio e o da construção civil. No setor da construção, após cair em 6,3% após o início da pandemia em 2020, em 2021 teve o crescimento de  9,7%.

Já o PIB do agronegócio subiu 8,1%. Desde o início da pandemia, esse ramo de atividade foi um dos que menos teve impacto. No geral, o setor se manteve estável em 2020. Contudo, em 2021, devido a estiagem e geada, o agro teve uma leve queda. Apesar dessa baixa, a alta nos preços fez com que o agronegócio não tivesse prejuízos no ano de 2021, subindo de 6,8% para 8,1%.

Consumo das famílias brasileiras aumentou

Ainda de acordo com dados do O Globo, o consumo das famílias brasileiras aumentou em 2021. O avanço foi de 3,6%, sendo que em 2020 o consumo familiar havia recuado 5,4%. De acordo com especialistas consultados pelo jornal, o avanço da vacinação, a reabertura gradual da economia e maior possibilidade de mobilidade influenciou a alta no consumo.

Por outro lado, o número de endividados também aumentou. Por conta do aumento da inflação, a faixa salarial segue afetada, assim como o aumento da taxa Selic. Tudo isso afeta negativamente o poder de compra das famílias brasileiras.

Desempenho do PIB brasileiro ocupa metade de baixo do ranking internacional

Na lista dos 54 países que já divulgaram seus resultados financeiros de 2021, Brasil ocupa a metade inferior. Apesar da alta no PIB, Brasil tem um crescimento econômico bem distante de países desenvolvidos e emergentes. Os dados mostram que há pelo menos 34 países à frente do Brasil neste aspecto.

O país ocupa o 35º lugar no ranking, ao lado do Canadá. A lista é liderada pela Irlanda, com um crescimento de 13,5%, seguida do Peru, com 13,3%, Turquia com 11% e Colômbia com 10,6%. Até mesmo considerando o cenário da América Latina, a posição do Brasil fica atrás de diversos países.

Apesar da alta em relação a 2020, o momento é de cautela. Que tal começar uma reserva de emergência para se proteger?