Trilha prevenção: cuidados para o cheque especial valer a pena

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O cheque especial pode parecer uma facilidade e um benefício, mas é necessário ficar muito atento aos seus detalhes. Afinal, ele é uma das formas de crédito com maiores taxas de juros e, por isso, um pequeno descuido pode significar uma grande dívida.

O cheque especial quando sabe como usá-lo, garantindo que a saúde financeira não será prejudicada por ele. Pensando nessa situação, separamos algumas dicas de como gerar problemas ao usar o limite de sua conta. Continue a leitura para conferir!

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Use apenas em último caso

Como dito anteriormente, poucas formas de crédito possuem juros mais altos do que o cheque especial. Ele é mais usado por conta da conveniência, afinal, sua possibilidade de uso já está lá e, diferentemente de outras opções, não passa por um processo longo de aprovação.

Sempre que possível, prefira utilizar outras formas de crédito. Optar pelo uso do cartão de crédito, por exemplo, gerará juros menores e algumas outras vantagens, como por exemplo acúmulo de milhas ou pontos no programa de fidelidade.

Porém, isso não quer dizer que o cartão de crédito não exija cuidados próprios! Independentemente da forma de crédito escolhida, procure sempre honrar os pagamentos em dia, evitando cobranças e valores extras.

Planeje o pagamento

Independentemente do valor ou condições, o pagamento deve ser muito bem planejado e feito o mais rápido possível. Para que essa ação seja possível, é imprescindível fazer um planejamento financeiro de qualidade.

Separe um tempo para analisar o quanto você ganha e o quanto gasta, e encaixe o valor devido do cheque especial dentro da rotina. Lembre-se que, por quanto mais tempo você ficar devendo, maiores serão os juros e problemas a serem enfrentados.

Conheça os juros

Já falamos isso algumas vezes, mas nunca é demais repetir: os juros do cheque especial são altíssimos! A partir de abril de 2020, bancos podem cobrar taxas de até 8% mensais, o que daria cerca de 152% ao ano. Porém, antes disso, o valor médio é acima de 12%, passando de 300% ao ano.

Para deixar isso mais claro, vamos dar um exemplo. Se alguém usa um valor de R$ 500 no cheque especial, em um ano, ela deverá o triplo do valor, R$ 1500. É por isso que é necessário ficar de olho e conhecer bem as taxas!

Também preste atenção em outro fator: caso o valor devido seja acima do limite, podem ser cobradas ainda mais taxas. Tome cuidado!

Fique de olho no período sem juros

Diversos bancos oferecem um período do uso de cheque especial isento de juros, ou seja, ao pagar o valor devido durante esse tempo, os juros não são cobrados.

O período mais comum é de 10 dias, mas pode variar. Por isso, entre em contato com seu banco ou leia o contrato do cheque especial e tire todas essas dúvidas antes mesmo de cogitar usar o crédito!

Leve em conta o IOF

Além de juros altíssimos, o cheque especial também gera o Imposto sobre Operações Financeiras, comumente conhecido como IOF. Sua alíquota é de 6,38%, então esse valor será acrescido de seja qual for o dinheiro do cheque especial utilizado.

Usando o mesmo exemplo de alguém que usou R$ 500 de limite, essa pessoa pagaria cerca de 32 reais de impostos. Essa pode ser uma grande diferença quando falamos de valores mais altos!
Usar o cheque especial vale a pena em situações de emergências e quando a possibilidade de pagamento no curto prazo seja garantida, assim evitando grandes taxas de juros e futuras dores de cabeça.