Pular para o conteúdo principal

Quando surge a necessidade de dinheiro extra, seja para realizar um projeto, quitar dívidas ou lidar com imprevistos, muitas pessoas recorrem ao crédito. Porém, diante dos diferentes tipos de empréstimo disponíveis, pode ser difícil entender qual deles se encaixa melhor em cada situação.

Escolher sem cuidado pode resultar em juros altos e em mais problemas financeiros no futuro. Neste post, vamos apresentar os principais tipos de empréstimo, explicar como funcionam e trazer dicas para ajudar você a decidir, com cautela, qual é a alternativa mais adequada às suas necessidades.

Quais tipos de empréstimo existem e o que considerar antes de contratar?

Antes de tomar qualquer decisão financeira, é essencial entender quais são os tipos de empréstimo disponíveis e como cada um funciona. Cada modalidade tem suas próprias vantagens, custos e riscos e a escolha errada pode pesar no bolso a longo prazo. A seguir, você confere os principais tipos de empréstimo e os pontos de atenção que devem ser avaliados antes de contratar.

Empréstimo pessoal

É a modalidade mais comum, oferecida por bancos, fintechs e financeiras. O cliente recebe o valor solicitado e paga em parcelas fixas, com juros previamente acordados.

O que levar em conta: a taxa de juros costuma variar bastante entre instituições, por isso, vale pesquisar bem antes de contratar. Além disso, avalie se o valor das parcelas cabe no orçamento mensal.

Empréstimo consignado

Indicado para aposentados, pensionistas do INSS e servidores públicos, esse empréstimo tem as parcelas descontadas diretamente da folha de pagamento ou benefício.

O que levar em conta: os juros são mais baixos em relação ao empréstimo pessoal, mas o desconto automático reduz sua renda disponível. É preciso ter certeza de que conseguirá se organizar com o que sobra após o desconto em folha.

Crédito com garantia

Nesse caso, o cliente oferece um bem como garantia, como um imóvel ou veículo. Isso reduz o risco para a instituição financeira, resultando em taxas mais atrativas.

O que levar em conta: apesar dos juros menores, existe o risco de perder o bem caso as parcelas não sejam pagas. É uma opção que exige disciplina financeira e total comprometimento para não perder o bem utilizado como garantia.

Cheque especial

Funciona como um limite extra na conta corrente, que pode ser usado automaticamente em caso de saldo insuficiente em um pagamento à vista.

O que levar em conta: é uma das linhas de crédito mais caras do mercado. Deve ser usado apenas em situações emergenciais e por pouco tempo. Ainda sim, podem existir opções mais vantajosas. Tenha atenção, pois dentre os tipos de empréstimo, esse é o único que é contratado automaticamente quando não há saldo disponível na conta.

Cartão de crédito rotativo

Quando o pagamento da fatura não é feito integralmente, o valor restante entra no crédito rotativo, sujeito a juros elevados.

O que levar em conta: assim como o cheque especial, é uma modalidade com juros muito altos. Se não for quitada rapidamente, a dívida pode crescer de forma descontrolada.

Antecipação do saque-aniversário FGTS

Essa modalidade permite ao trabalhador que optou pelo saque-aniversário do FGTS receber de forma antecipada os valores que teria direito ao longo dos próximos anos. O valor liberado depende do saldo disponível na conta do fundo.

O que levar em conta: os juros costumam ser mais baixos do que em outras linhas de crédito, já que o FGTS funciona como garantia. No entanto, ao antecipar, você deixa de contar com esse dinheiro futuramente, o que pode comprometer seu planejamento a médio e longo prazo.

Como escolher o melhor empréstimo?

A decisão sobre qual empréstimo contratar deve ser feita com cautela e planejamento. Além de avaliar os tipos de empréstimo, antes de tudo, avalie a necessidade real do crédito: ele é indispensável ou existem outras alternativas? Em seguida, pesquise diferentes instituições e compare taxas de juros, prazos e condições de pagamento.

Outro ponto importante é verificar se as parcelas cabem no seu orçamento sem comprometer demais a renda mensal. Observe suas despesas e descubra se poderá viver sem aquele valor até terminar de quitar as parcelas. Lembre-se que o empréstimo deve ser uma solução, não complicar ainda mais as finanças.

Leve em conta também os riscos envolvidos, especialmente em modalidades com garantia de bens, como imóveis ou veículos e no caso da antecipação do saque-aniversário FGTS, que reduz a sua reserva futura. No caso do FGTS, diante uma possível demissão, como ficaria a sua situação?

Por fim, a melhor escolha é aquela que atende sua necessidade imediata sem comprometer sua saúde financeira a longo prazo.

Vale a pena pedir um empréstimo para quitar dívidas?

Em muitos casos, sim, pedir um empréstimo pode ser uma estratégia inteligente para sair do endividamento, desde que seja feito com planejamento. Isso acontece porque algumas dívidas, como cheque especial e cartão de crédito rotativo, têm juros muito altos e substituir essas dívidas por um empréstimo com taxa menor pode reduzir bastante o valor total a pagar.

Nesse caso, conhecer os diferentes tipos de empréstimo fará toda diferença para o resultado final, pois nem todo crédito é interessante para essa finalidade.

Portanto, é fundamental comparar os juros da dívida atual com os do novo empréstimo. Além disso, verifique se o prazo e o valor das parcelas cabem no seu orçamento, para não correr o risco de contrair uma nova dívida. Outro ponto importante é aproveitar essa oportunidade para reorganizar suas finanças e evitar o acúmulo de novos débitos no futuro.

Leia mais: Empréstimo para quitar dívidas vale a pena?

Quando vale a pena pedir um empréstimo?

Pedir um empréstimo pode ser vantajoso em situações específicas, desde que a decisão seja tomada com cautela. Ele pode fazer sentido quando:

  • A dívida atual tem juros muito altos: trocar dívidas caras, como cartão de crédito rotativo ou cheque especial, por um empréstimo com taxa menor ajuda a economizar e facilita o pagamento;
  • Existe uma emergência: em casos de saúde ou imprevistos urgentes, o crédito pode ser uma saída viável;
  • Há um investimento planejado: se o empréstimo for usado para algo que pode gerar retorno financeiro, como investir em um negócio ou em educação, pode se tornar um recurso estratégico, que trará retornos no futuro.

Porém, sempre avalie se a parcela cabe no seu orçamento e se a contratação não vai comprometer sua estabilidade financeira a longo prazo. Um empréstimo só vale a pena quando ajuda a resolver um problema ou alcançar um objetivo sem criar novos endividamentos.

Quais cuidados devo ter ao pedir um empréstimo?

Antes de contratar qualquer tipo de empréstimo, é fundamental ter atenção a alguns pontos para evitar problemas financeiros:

  • Pesquise taxas e condições: compare diferentes instituições e modalidades. Juros, tarifas e prazos podem variar bastante de acordo com os diferentes tipos de empréstimo e escolher a opção mais vantajosa faz diferença no valor total a ser pago;
  • Analise seu orçamento: verifique se as parcelas cabem no seu fluxo de caixa mensal sem comprometer gastos essenciais. Endividar-se além da capacidade de pagamento é um erro comum;
  • Evite empréstimos por impulso: não se deixe levar pela facilidade de crédito, tenha clareza sobre a real necessidade do dinheiro;
  • Leia o contrato com atenção: atenção a cláusulas sobre juros, multas por atraso e seguros obrigatórios. Todos os detalhes importam para não ter surpresas desagradáveis;
  • Planeje o uso do dinheiro: tenha um objetivo definido para o empréstimo, seja quitar dívidas, investir ou cobrir emergências, evitando que o crédito seja usado de forma desorganizada.

Seguindo esses cuidados, você reduz riscos e consegue aproveitar os benefícios do empréstimo sem comprometer sua saúde financeira.

Existem diversos tipos de empréstimos disponíveis, cada um com vantagens, riscos e custos diferentes. Antes de contratar, é essencial analisar a necessidade real, comparar taxas e prazos e certificar-se de que o valor das parcelas cabe no orçamento.

Usar o empréstimo de forma planejada, seja para quitar dívidas, lidar com emergências ou investir em algo que gere retorno, ajuda a manter a saúde financeira em dia e evita problemas futuros. A escolha consciente é a melhor forma de transformar o crédito em aliado e não em mais um problema financeiro.